Família denuncia estupro coletivo e agressões contra aluno em escola de Recife


Os pais de um garoto de 12 anos prestaram queixa na polícia em Recife (PE) afirmando que o garoto foi agredido e sofreu um estupro coletivo dentro de uma escola pública da cidade.

A família diz que os agressores iam atrás do menino no intervalo, dentro da sala de aula, onde ele passou a ficar por medo de sair.

“Eles entravam, jogavam ele no chão e espancavam ele ali, no chão, para ninguém ver. Chegaram ao ponto de levar ele para o banheiro, né? Aí, botaram arma na cara dele. E foi quando três deles seguraram ele e os outros cometeram o abuso”, contou a mãe à TV Globo.

O menino passou a ter vários problemas de saúde mental e até física e a família resolveu se mudar da cidade quando descobriu tudo. “Ele começou a se isolar, não queria ir para lugar nenhum. Não queria, estava sempre com dores de cabeça, triste”, diz a mãe, explicando que o garoto passou por uma grande mudança.

Inicialmente, ele não contou para a família o que estava acontecendo, mas acabou desabafando com a avó. O menino então contou que os colegas queriam que ele desse dinheiro a eles e quando ele não tinha nenhuma quantia, era vítima de espancamento.

Quando a família foi até a escola, a reação da direção foi de desacreditar do relato, conta a mãe. “Disseram que era tudo coisa da cabeça dele. Que nada disso era verdade, que eu não desse importância porque era tudo coisa da cabeça dele”. A mãe resolveu tirar o menino dessa escola, antes de sair da cidade.

O garoto desenvolveu síndrome do pânico e está sendo medicado e acompanhado por psicólogo.

O adolescente passou por exame no Instituto de Medicina Legal (IML) e o caso é investigado. O boletim de ocorrência, feito em 13 de abril na Delegacia de Crimes Contra a Criança e Adolescente (DPCA), aponta que o caso foi em março desse ano.

A Secretaria de Educação e Esportes (SEE) de Pernambuco afirmou qu eo caso está investigado pela polícia e que a gestão da unidade de ensino prestou depoimento em julho e segue colaborando com as autoridades. A escola teria tomado conhecimento do caso em 18 de abril, durante reunião com o Conselho Tutelar.

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